Nem Todo Ladrão vem para Roubar

 

SINOPSE DO ESPETÁCULO

A peça é uma farsa clássica que conta a história de um ladrão que tenta assaltar uma casa de classe média alta, mas é surpreendido pelo Marido e sua Amante, que pensam que ele é um espião à serviço da Esposa. Eles ameaçam matar o Ladrão ou deixá-lo paraplégico para que não possa contar o que sabe. A partir daí, a peça segue num quiproquó de situações absurdas, no qual um tenta esconder a verdade do outro, com a chegada da Esposa do Marido, da Mulher do Ladrão, do Amante da Esposa e de um Segundo Ladrão!

A peça mostra os ricos agindo, sem ética, como se fossem bandidos e os bandidos agindo como trabalhadores honestos e dignos, que são sindicalizados e têm carteira de trabalho assinada, dotados de sentimentos e até mesmo de uma certa ingenuidade perante a vilania dos primeiros.

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PRIMEIRA VEZ QUE A PEÇA É MONTADA NO BRASIL!!!

Esta é a primeira vez que Nem todo ladrão vem para Roubar de Dario Fo é traduzida, adaptada e montada no Brasil, depois de montagens nos EUA, Inglaterra, Alemanha e na Itália.

Consagra a continuidade do trabalho de criação e pesquisa sobre o cômico que desenvolvemos com a montagem do espetáculo O Arlecchino, de Dario Fo (para palco e rua) e O Mentiroso de Carlo Goldoni, que alcançaram grande sucesso de público e de crítica.

 

DARIO FO, O AUTOR

É autor, diretor e protagonista em mais de cem farsas e comédias apresentadas em todo o mundo, criador de inúmeros textos publicitários, músicas e monólogos, além, é claro, de ser pintor, cenógrafo, figurinista, encenador, militante político e vencedor do Premio Nobel de Literatura de 1997.

Em 1999, Augusto Marin participou de atividades da Companhia Fo e Rame e acompanhou a montagem da Exposição Bonecos com Raiva e Sentimento e a passeata de trem Contra as Tragédias, feita de Brescia a Roma, em protesto pelo não julgamento de policiais que assassinaram operários nos últimos anos, na Itália.

A importância do autor Dario Fo é inegável pelas diversas montagens de suas peças que tivemos no Brasil até hoje. Desde Morte Acidental de um Anarquista, dirigida por Antônio Abujamra com Antônio Fagundes, na famosa CER (Companhia Estável de Repertório), de Brincando em cima Daquilo, que valeu o Prêmio Molière à Marília Pêra, de Um Orgasmo Adulto escapa do Zoológico, também dirigida por Abujamra com a interpretação inesquecível de Denise Stocklos.

AUGUSTO MARIN, O DIRETOR

Augusto Marin é ator e diretor teatral formado pela UNICAMP e mestre em artes cênicas pela ECA-USP com a dissertação Arlecchino na Dramaturgia Performativa de Dario Fo. Desenvolve pesquisa sobre dramaturgia contemporânea e a criação e adaptação de textos a partir de uma releitura satírica da realidade, usando a metalinguagem, a criação coletiva e a intertextualidade. Vem realizando Oficinas de Commedia dell arte e Palestra sobre os Processos de Criação de Dario Fo em várias escolas e instituições brasileiras.

Como ator, participou de novelas, seriados, filmes curta-metragem e dos espetáculos Policia de Slawomir Mrozek, A Bilha Quebrada de Henrich Kleist, Aqui não, Pantaleão, do Grupo Fora do Sério, Roberto Zucco, de Bernard Marie Koltés, entre outros. Em 2002, esteve em Portugal, como ator, na peça Os Lusíadas, dirigida por Marcio Aurélio, na produção de Ruth Escobar. Coordenou a Oficina de Teatro do SESC Pompéia (2000-2003), onde montou a peça Deus de Woody Allen e o espetáculo de rua Se essa rua fosse nossa… Ministrou aulas de Interpretação na Faculdade Paulista de Artes (2002-2004), onde montou O Inspetor Geral, de Nicolai Gogol.

 

 

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